o paraíso fica bem perto do inferno

Artista Leandro Machado
Vistação até 4 de agosto de 2012


vídeo de marcelo monteiro

aquarelas ao vento

Artista

Gaby Benedyct

Data

abertura 28 de abril de 2012 às 20h
 

Por que aquarelas?
Por que ao vento?
Aquarelas porque acalmam.
Ao vento porque são de Gaby.

Inquieta, criativa, brilhante sempre
Artista de muitos lugares:
Da cena underground portoalegrense
Do Instituto de Artes
Do Mix Bazzar
Da Cidade Baixa
Da Bienal B
Do MAC
Do Artemosfera
Da VIDA
Amiga em todas as ocasiões.

Acompanho o exercício silencioso
destas pinturas,
onde a cor mergulha na água,
para depois
com o frescor de uma brisa
ou a violência de um tornado,
manchar o papel
evocando milênios de história
que são contadas por meio desta
tradicional técnica artística

Gaby absorve
como a folha de papel
o deleite de uma
civilização oriental: a China,
nação que apenas agora
começa a sair de si mesma,
embora suas invenções
já tenham conquistado o mundo.
Assim, a artista compartilha como viajante
uma pintura não de algo que sabe,
mas de algo que descobre.

Eis o convite que a exposição
Aquarelas ao Vento nos traz:
Descobrir o nosso oriente!

André Venzon

Espaço Sagrado

Artista

Fernanda Lago

Data

5/11/2011 a 26/11/2011

Tecidos do cotidianoFernanda Lago é uma jovem artista que desperta interesse logo que vemos suas ações e instalações, num segundo olhar aparecem claras as evidências arquetípicas ao conduzir suas intenções transcendendo o apelo formal, e acionando outros sentidos que encontramos na arte contemporânea.  Escutar nosso pulsar por um estetoscópio dentro de um túnel denominado de Akshatam 2 , eu comigo mesma  em sânscrito. A auscultação é executada com a finalidade de  examinar o sistema circulatório e sistema respiratório, sons do coração e sons da respiração.

Nas palavras de Fernanda, seria uma auto-descoberta como espaço de reflexão de si e do espectador ao nos encontrarmos imersos na arquitetura de tecido e acrilon, obtendo uma experiência estética e metafísica . Este material sintético , acrilon, é constantemente utilizado pela artista para construir sua poética ao imprimir como molde à partir de seu corpo, parecendo emergir de uma nuvem artificial ao  medir o espaço da ação, e ampliando nossa capacidade de perceber o mundo.

Em outra instalação, o espectro atravessa um voil branco, onde quem se encontra dentro visualiza a cena externa, e quem está fora não enxerga quem está dentro, deste lugar chamado de “sagrado” pela artista. Cria também  um paradoxo ao desmistificar a aura da obra de arte, num mantra tecido pelo tempo como performance etérea em toda sua plena fisicalidade.

Alexandre Antunes – outubro 2011