há um ano atrás
“Duplas Pontas / Pontas Duplas”
exposição/performance de Yara Baungarten e Rodrigo dMart

 

corpo exapandido
ingrid noal


 Abertura: 14 de maio, sábado,  das 19 às 22h
Visitação: até 04 de junho, sextas e sábados das 15 às 19h, nos demais dias visitas agendadas pelo e-mail: antonioaugustobueno@yahoo.com.br ou pelo telefone (51) 9196-4860
Encontros com a artista: aos sábados a partir das 15h

Anatomia do corpo expandido

Após minha visita ao apartamento-atelier de Ingrid Noal, saí com a nítida sensação de passar algumas horas tendo uma lição de anatomia do corpo humano, algo que me deu muito prazer e maior conhecimento a respeito de sua produção. Alguns pares de pés de gesso e cimento instalados no meio do caos criativo, relativos a uma experiência clássica de fazer escultura, mas transfigurados por um olhar contemporâneo de apresentação do mundo, onde cada pé contém características próprias das pessoas que serviram de modelo neste projeto. Ao direcionar seu foco num membro específico do corpo, Ingrid aciona um cálculo proporcional, possibilitando ao espectador imaginar precisamente que altura aquele corpo ocuparia no espaço. Veias, músculos, sinais particulares e suas imperfeições constituem esta coleção que a artista persegue obsessivamente em partes que saem de formas constantemente, assim como o silicone utilizado no processo de construção em série que cumpre a função de uma pele ao descolar cada membro, resultado que algumas vezes incorpora partes e cores como pigmentos que se fundem na matéria, tornando inusitada esta operação organizada e estabelecida numa ordem de fundamento categórico: o ser humano com fim em si mesmo. É significativo o fato de sua escolha inicial ter sido a música, a ponto de decidir viajar para alguns paises e caminhar por outros territórios, onde descobre que o mundo ampliado das imagens era cada vez mais objeto de seu interesse como artista. Ao tocar violino – instrumento escolhido – executava a música em pé, procedimento que aparece também nas imagens fotográficas, sugeridas ao espectador em poder completar este corpo ausente com sua presença, qual um músico e seus pés servindo de sustentação para manter o equilíbrio e distribuir de maneira uniforme seu peso, expande assim nossos sentidos ao intervir nas ruas da cidade ou em alguma praia do litoral, ao ar livre, saindo do particular para encontrar um universo de possibilidades. O que fica não é apenas o registro da ação, mas a intenção de compartilhar aquilo que está para além do objeto. Todo artista quando pensa seu trabalho utiliza o corpo inteiro, mesmo em estado de repouso.  Ingrid Noal estabelece um ritmo próprio para melodias internas durante o processo de elaboração poética, seguindo passo a passo, sem pressa, apenas com o tempo a seu favor.

Alexandre Antunes
abril de 2011

 

conexões: espaço rizomático
carla magalhães
até 9 de abril

 

 

 

 

 

 

 

Conexões: espaço rizomático

Exposição de Carla Magalhães

O trabalho de Carla é autêntico, é como um diário dos seus sentimentos e pensamentos. Há uma palavra que o define bem: intimista. Diante dos seus trabalhos, é como se entrássemos no universo de Carla. Um universo onde convivem caixas de ovos alemãs, fotos, recortes de revista, bilhetes de ônibus, livros, desenhos, notas escritas, mapas de cidades, pinturas a óleo e em acrílica. Carla reúne coisas por aqui e por ali, do mesmo modo que reúne suas impressões do mundo e de si mesma. Seu trabalho é orgânico, é vivo, às vezes é crítico, outras doloroso e sombrio. É como uma coleção íntima que revela a variedade do humano.

Os trabalhos que compõem esta exposição vêm de diferentes épocas da vida de Carla. Há um pouco da produção de Berlim e tem algo feito depois de retornar à Porto Alegre. Os livros feitos em Berlim trazem o olhar do estrangeiro, do não habituado ao cotidiano da cidade. No livro das mulheres, Carla mostra o problema da excisão feminina, mas também aparecem aspectos pessoais do ser mulher e ser estrangeira. Alguns livros têm um caráter mais político, sem deixar de possuir aquele tom intimista que perpassa toda a exposição. Da produção recente vêm pinturas e desenhos que nos levam mais fundo para este universo pessoal. Mas há também nesta exposição a profusão do atelier, um pouco de tudo: folhas brancas, estudos, trabalhos prontos. Carla instala seu espaço no Jabutipê.

“Minha arte não é luta”, ela diz. Não é luta para entrar no mercado, para vender ou ser tendência. É o que é; o que ela sente necessidade e vontade de fazer. Por isso, à vezes, parece que não há continuidade entre um trabalho e outro. Mas há um fio invisível que liga toda a produção. O mesmo tipo de fio que liga as pessoas umas às outras. Carla está no mundo, imigrando e retornando à sua cidade natal. Estes fios que ela vê entrando e saindo nas relações, entre as pessoas, entre as culturas, ela chama de conexões. Para ela são como raízes saindo do caule da planta e se espalhando, buscando entrar e se fixar na terra. Conexões: espaço rizomático não tem a ver com teorias filosóficas. “É preciso deixar isso bem claro – diz ela – o título diz respeito às influências das pessoas nas vidas umas das outras, é disso que estou falando”. Mas, para além disso, podemos pensar que o título também revela os liames existentes entre os trabalhos e entre cada um deles, Carla Magalhães e o mundo.

Loraine Oliveira, Brasília, 15 de março de 2011.

gravetos armados – intervenção na fachada do jabutipê
antônio augusto bueno

intervenção realizada no domingo, dia 13 de março de 2011

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proposta diferentes olhares

Uma das propostas do Jabutipê, “Diferentes Olhares”, é reunir e mostrar os ensaios fotográficos realizados no atelier e suas dependências, por fotógrafos visitantes.

roger becker

novembro de 2010

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Cursos

Atualmente o Jabutipê oferece:

1. Oficinas livres de desenho, escultura e gravura

Quatro encontros de três horas por mês onde o aluno desenvolve uma linha de trabalho interligando as três técnicas e vivenciando a prática de atelier.

2. Curso preparatório para a prova específica para ingresso no curso de Artes Visuais do Instituto de Artes da UFRGS

Quatro encontros de três horas por mês.

3. Curso de desenho da figura humana com modelo vivo.

Um encontro semanal de três horas.

Para se informar sobre preços e horários, entre em contato.

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