três anos do espaço expositivo

 

matéria do programa estação cultura da tve sobre a exposição jardim botânico – aquarelas de laura castilhos que comemorou os três anos do espaço expositivo do jabutipê e encerrou as atividades de 2012. com laura castilhos, teresa poester e antônio augusto bueno

 

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Os números de 2012

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.

Aqui está um resumo:

600 pessoas chegaram ao topo do Monte Everest em 2012. Este blog tem cerca de 9.400 visualizações em 2012. Se cada pessoa que chegou ao topo do Monte Everest visitasse este blog, levaria 16 anos para ter este tanto de visitação.

Clique aqui para ver o relatório completo

jardim botânico – aquarelas de laura castilhos

artista laura castilhos
visitação até o dia 27 de outubro de 2012



Jardim Botânico
aquarelas de Laura Castilhos

Conheço Laura Castilhos há um longo tempo. Fizemos nossa primeira individual ocupando os dois andares da arte&fato em 1984, quando a galeria iniciava em Porto Alegre. Seu trabalho já misturava os mais diversos materiais como papelões toscos ou engradados de madeira pintados. Em 1985 participou da exposição Oi tenta, que lançou inúmeros artistas aqui, e do Salão Nacional no MAM- Rio antes de partir para Europa em 1986, onde ficaria por cinco anos. Em 1987, realizamos nossa segunda individual em Madri, nas galerias da Casa do Brasil. Foi lá, dividindo atelier comigo, que Laura iniciou sua série de caixas, cavernas habitadas por objetos insólitos, utilizando, sobretudo, papier-mâché. Seu trabalho conserva, ainda hoje, a mesma vontade de experimentar, de descobrir fazendo.

O prazer de Laura sempre foi sua liberdade. Recusar-se a entrar num quadro, numa tendência. Essa filosofia impregna tudo o que faz.

Nas aquarelas atuais, mesmo que o motivo surja de suas caminhadas pelo Jardim Botânico de Porto Alegre, árvores e plantas se misturam a uma flora fantástica que não para de crescer no seu repertório gráfico. Foi com a aquarela que seus desenhos adquiririam leveza e, aos poucos, começaram a levitar.  E Laura nos convida agora a partilhar do frescor das folhas e do encanto das coisas mais simples.

Teresa Poester, setembro 2012
curadora

o paraíso fica bem perto do inferno

Artista Leandro Machado
Vistação até 4 de agosto de 2012


vídeo de marcelo monteiro

outono ou nada

No dia 23 de junho de 2012 Antônio Augusto Bueno realizou a intervenção “Outono ou nada” em frente ao Jabutipê com folhas secas de plátano recolhidas no caminho para Morro Reuter/RS.

da minha janela vejo o mundo

Durante a exposição “Da minha janela vejo o mundo” Cláudia Sperb desenvolveu várias atividades e propostas convidando seus amigos para participar com xilogravuras e monotipias, performances musicais, rodas de poesia, projeção de filmes e vídeos, textos, intervenções, oficinas de xilogravura, papel machê, origami e desenhos na parede dos espaço expositivo do Jabutipê.  Os convidados de Cláudia foram: Banda Afoxetal, Barbara Benz, Bruno Oliveira, Carina Sehn, Carlos Urbim, Cristiane Ferronato, Eduardo Krug, Everton Moraes, Joana Kirst Adami, Luís Filipe Bueno, Marcelo Monteiro, Moacir Chotguis, Nina Blauth, Rafael Kenji, Rosane Morais, Samuel Ornelas, Seda, Thiago Esser e Antônio Augusto Bueno

da minha janela vejo o mundo

Artista

Cláudia Sperb

Data

26 de maio até 16 de junho de 2012
Da minha janela vejo o mundo
Para celebrar o nascimento do filho há 15 anos, Cláudia Sperb mostrou no Museu do Trabalho que “flores são estrelas do meu céu”. Flores celestes prometem flores futuras.
Ano passado, a artista recebeu convite do amigo Antonio Augusto Bueno, dono do ateliê e espaço expositivo Jabutipê, para uma mostra individual. Sentiu-se honrada. Convite afável e irrecusável. Desafio.
Começou a trabalhar, muito. Desde 2006, quando recebeu o primeiro prêmio Açorianos de reconhecimento em gravura, não se envolvia com o processo de expor obras recentes em mostra individual na capital gaúcha.
Flores renasceram. São o conjunto de vivências que levam a uma constatação: “Da minha janela vejo o mundo”. É o depoimento de quem ouviu uma florista da BR-116 dizer: “Uma casa sem flor é uma casa sem amor”. Essa frase se tornou motivação.
As xilogravuras têm dimensões que variam de 15cm x15cm a 30cmx160cm. Algumas são coloridas, graças ao período de residência que Cláudia fez com artistas do ateliê Piratininga/SP. Repetições, sobreposições.
Flores visíveis de janelas abertas no atelier em Morro Reuter para que, como confessa a artista, “todos possam ver mais flores nos jardins, nas casas, nos escritórios, nas escolas, nos hospitais, nos cemitérios…”                                                                                             Carlos Urbim
Da minha janela vejo o mundo
Em uma de minhas idas ao atelier de Cláudia Sperb – O Caminho das serpentes encantadas , no Morro Reuter – tive a sorte e o prazer de vê-la, numa tarde ensolarada, em frente ao seu pessegueiro repleto de frutas aveludadas, gritar empolgadíssima: “cada pêssego é um planeta !”
Com toda a certeza, quando entramos em contato com o universo de Cláudia, conhecemos outra realidade, com suas peculiares verdades, dúvidas e motivações que fazem de cada batida de seu coração um impulso para uma nova criação…
Cláudia é uma artista de verdade, que utilizando técnicas milenares como a xilogravura e o mosaico, num fazer artístico que, não se resumindo ao seu atelier ou ao espaço expositivo – e sim em cada instante de seu dia-a-dia – consegue deixar a vida mais repleta de fantasia.
Ter o privilégio de acompanhar Cláudia construindo detalhe por detalhe desta mostra, como quem constrói uma muralha oriental (que neste caso não separa ou aprisiona e sim nos une e nos liberta) me faz acreditar realmente que cada pêssego é um planeta… e, por essa janela aqui criada estamos tendo a experiência única de ver o mundo pelo olhar encantado de Cláudia Sperb.
                                                           Antônio Augusto Bueno, maio de 2012