o ordinário rafael sica

Abertura dia 07 de junho de 2014 | das 19h às 22h
Visitação até o dia 28 de junho aos sábados | das 15h às 19h

tempo que se mostra

Exposição coletiva: Antônio Augusto Bueno, Eduardo Montelli, Laura Froes, Luís Filipe Bueno, Marlies Ritter e Simone Ribeiro
Abertura dia 29 de março de 2013 | das 19h às 22h
Visitação até o dia 19 de abril aos sábados | das 15h às 19h

E ontem, no entanto, as vinte e quatro horas diárias voltaram para trás.
O tempo foi suspenso e o sorriso, sem prestar satisfação, fez-se memória indestrutível. 
Luís Filipe Bueno

b 3 LFb 5 laura - foto kin4 Eu_e_minha_mãe_Eduardo_Montelli_2011b 2 marliesb 1 aa - foto kin 1

“Instruthuras” de Bebeto Alves

Abre no sábado, dia 9 de março, às 19h a exposição “Instruthuras” de Bebeto Alves.
Visitação até o dia 6 de abril, aos sábados das 15h às 19h, demais dias visitas agendadas pelo telefone 9196-4860
f cinco

INSTRUTURAS

São camadas de imagens que se desmoronam, em uma narrativa que busca uma integridade física, moral e espiritual do sujeito.
Baseado nas HQs, levei um ano meio nessa tentativa de (des)composição reflexiva e filosófica, sobre o que eu chamo de “unidade humana”.
As “Instruturas “ se retorcem na composição fotográfica de um olho fragmentado, criando formas, impressões digitais, que me traduzem.

B. Alves.

três anos do espaço expositivo

 

matéria do programa estação cultura da tve sobre a exposição jardim botânico – aquarelas de laura castilhos que comemorou os três anos do espaço expositivo do jabutipê e encerrou as atividades de 2012. com laura castilhos, teresa poester e antônio augusto bueno

 

Os números de 2012

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.

Aqui está um resumo:

600 pessoas chegaram ao topo do Monte Everest em 2012. Este blog tem cerca de 9.400 visualizações em 2012. Se cada pessoa que chegou ao topo do Monte Everest visitasse este blog, levaria 16 anos para ter este tanto de visitação.

Clique aqui para ver o relatório completo

jardim botânico – aquarelas de laura castilhos

artista laura castilhos
visitação até o dia 27 de outubro de 2012



Jardim Botânico
aquarelas de Laura Castilhos

Conheço Laura Castilhos há um longo tempo. Fizemos nossa primeira individual ocupando os dois andares da arte&fato em 1984, quando a galeria iniciava em Porto Alegre. Seu trabalho já misturava os mais diversos materiais como papelões toscos ou engradados de madeira pintados. Em 1985 participou da exposição Oi tenta, que lançou inúmeros artistas aqui, e do Salão Nacional no MAM- Rio antes de partir para Europa em 1986, onde ficaria por cinco anos. Em 1987, realizamos nossa segunda individual em Madri, nas galerias da Casa do Brasil. Foi lá, dividindo atelier comigo, que Laura iniciou sua série de caixas, cavernas habitadas por objetos insólitos, utilizando, sobretudo, papier-mâché. Seu trabalho conserva, ainda hoje, a mesma vontade de experimentar, de descobrir fazendo.

O prazer de Laura sempre foi sua liberdade. Recusar-se a entrar num quadro, numa tendência. Essa filosofia impregna tudo o que faz.

Nas aquarelas atuais, mesmo que o motivo surja de suas caminhadas pelo Jardim Botânico de Porto Alegre, árvores e plantas se misturam a uma flora fantástica que não para de crescer no seu repertório gráfico. Foi com a aquarela que seus desenhos adquiririam leveza e, aos poucos, começaram a levitar.  E Laura nos convida agora a partilhar do frescor das folhas e do encanto das coisas mais simples.

Teresa Poester, setembro 2012
curadora

Novo atelier

Desde janeiro estou fazendo meus desenhos e esculturas no novo atelier ao mesmo tempo em que vou colocando as coisas no lugar, organizando os antigos trabalhos e também dando continuidade aos telhados e degraus.

Com relação à fachada da casa sempre tive a preocupação de preservar suas características originais, salientando determinados detalhes da época da construção, embora tivesse que adaptá-la a determinadas exigências de hoje, como relógios de medição de água, luz, e etc.

Desde o começo, ou melhor, muito antes de encontrar o novo espaço, venho conversando com Luís Filipe (meu irmão) – via internet, pelo telefone ou em suas vindas à Porto Alegre – como seriam as possíveis atividades do atelier: quem sabe agradáveis bate papos em finais de tarde de alguns premiados sábados, de vez em quando exposições de jovens e desconhecidos artistas, projeções de filmes, cursos livres, workshops, e até talvez… o plantio de um Ipê Amarelo.

Na virada do ano, comecei a mudança. “Devagarinho”, na mochila, em vários fretes, e em muitas caronas fui levando para o novo atelier desenhos e esculturas que havia deixado em meus dois antigos locais de trabalho, que sempre dividi com colegas, o da João Alfredo (onde fiquei de 2000 a 2007) e o da Subterrânea (onde trabalhei em 2007 e 2008), além de muita coisa que com o passar do tempo fui guardando dentro de gavetas, em cima de roupeiros, em baixo da cama.

Do início de agosto até o final de dezembro entrei em uma verdadeira gincana! Cada dia realizando uma nova tarefa, fui me familiarizando com o universo de ferragens e madeireiras, enquanto as equipes do Seu Nilson e Seu Roberto botavam a mão na massa… Novas idéias foram surgindo no meio do caminho, e assim aos poucos a velha casa foi se transformando.

A partir do dia sete de sete, comecei a ir diariamente a uma daquelas três casinhas (a de número 195), que já estava prestes a se tornar o novo atelier. Muitas vezes na companhia de minha Mãe, ficávamos “bolando” o que fazer naquela carcaça – paredes e telhados – sem instalação elétrica nem hidráulica e muito menos a instalação artística. “Meio” perdido entre o que o antigo proprietário havia deixado: venezianas e mais venezianas… , pias e mais pias… , muita bugiganga, e a vegetação que invadia os vãos que depois passariam a ser janelas e portas, fui me acostumando com o interior daquele lugar e, com as visitas e idéias do meu tio Dino, começamos a esboçar sua reforma.

Há quase exatamente um ano atrás, em pleno verão porto-alegrense, caminhei muito pelas ruas desta cidade procurando casas com aquelas conhecidas placas de “vende-se”. Andei muito pela Cidade-Baixa (Luís Afonso, Joaquim Nabuco e João Alfredo), Azenha, Menino Deus… Sempre com minha máquina fotográfica a tiracolo, me perdia por algumas ruas conhecendo novos bares, armazéns, padarias…. Pela Borges de Medeiros entrei várias vezes na Demétrio Ribeiro e lá quase na volta da Usina do Gasômetro sempre subia até ao Alto da Bronze para depois pegar a Avenida Independência e seguir meu caminho de volta para casa. Sendo raro encontrar placas de “vende-se”, muitas vezes deixei meu olhar correr solto fazendo livres enquadramentos. E foi, por pura ironia do destino, na Rua Fernando Machado, que meus olhos por um instante pararam na frente de três casinhas, sem placa alguma de “vende-se”, mas com várias pombas pousadas em seus detalhes do começo do século passado e também em fios de luz que sob o céu propunham um possível desenho contemporâneo. Caminhando fotografei sem dar muita importância e sem sequer poder desconfiar que uma, daquelas três casas, seria hoje o meu novo atelier.