tempo que se mostra

Exposição coletiva: Antônio Augusto Bueno, Eduardo Montelli, Laura Froes, Luís Filipe Bueno, Marlies Ritter e Simone Ribeiro
Abertura dia 29 de março de 2013 | das 19h às 22h
Visitação até o dia 19 de abril aos sábados | das 15h às 19h

E ontem, no entanto, as vinte e quatro horas diárias voltaram para trás.
O tempo foi suspenso e o sorriso, sem prestar satisfação, fez-se memória indestrutível. 
Luís Filipe Bueno

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um outro outono

um trabalho experimental de antônio augusto bueno

com participação de bebeto alves, eduardo montelli, luís filipe bueno e escola projeto

convite uoo

UM OUTRO OUTONO

Outono diante da imensidão do tempo cíclico que ao se despedir deixa sempre aberta a espera de  um retorno. Dos dias que gradualmente escurecem mais cedo pro despertar brumoso na manhã seguinte.  E nos meados da estação, eis que o quente se torna ameno e, como que de repente, frio! Meia-estação das latitudes acima ou abaixo dos Trópicos de Câncer e Capricórnio. E da minha infância das esquinas ventosas nos finais de tarde ao retornar para casa. Outono das primeiras semanas do ano letivo (também por isso persistente na lembrança) e do ano civil interrompendo os dias feriados do verão suspenso no fluxo do calendário que se supõe ativo. São as árvores que se despojam pouco a pouco de suas folhas enquanto nós nos certificamos se estamos de fato devidamente agasalhados pro tempo que faz lá fora. E qual tempo muda dentro da gente quando surge o outono? Outro outono, outros riscos, outras possibilidades… Metáfora em tom menor e tradicionalmente oposta ao apogeu anunciado da primavera aérea e multiflorida – como se no outono decerto não houvesse as multicores terrosas a nos fazer mirar pro chão sobre o qual equilibramos as plantas de nossos pés! Pés e folhas, chão e frente fria. Outonos passados como se eles se estendessem ao longo do ano todo. Pensando bem, talvez o outono seja a estação mais entranhada no modo como sinto a sazonalidade do tempo. Até porque o outono gaúcho acolhe todas as estações sem muita cerimônia. Não precisarei citar os veranicos de maio e as ventanias súbitas que bem poderiam ocorrer em meses outros além daquele que calhou de ser justamente o presente sob a marca múltipla do outono. Vejam bem: até poderia ser um outro mês, uma outra estação, um outro outono. A alteridade possível, no entanto, não me deixa desviar do fato irrecusável de que é sempre agora.  Um novo outono colocado defronte do espelho de todos aqueles outros outonos passados. Outro outono com gosto de novidade, criação, aventura e sorte. Sabedor já calejado das surpresas da morte e dos labirintos turvos do azar. Atento ao único tempo existente, o presente. Outono da folha seca de plátano  guardada no meu caderno escolar de folhas amarelecidas. Contudo, não são só os olhos de hoje lançados ao retrovisor. É também o convite da caminhada irrestrita com os pés descalços sobre o chão coberto de folhas. Pés, folhas. Chão e vida. Um outro outono chegou. Logo ali, mais outro se anuncia.

Luís Filipe Bueno Florianópolis, 15 de junho de 2013

litografias de homero lima

Cabeças – litografias de Homero Lima

abertura dia 20 de julho |sábado | das 19h às 22h
visitação até o dia 10 de agosto de 2013 |aos sábados das 15h às 19h
demais dias visitas agendadas (51) 9196-4860
jabutipê | rua fernando machado, 195
centro histórico de porto alegre

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“Instruthuras” de Bebeto Alves

Abre no sábado, dia 9 de março, às 19h a exposição “Instruthuras” de Bebeto Alves.
Visitação até o dia 6 de abril, aos sábados das 15h às 19h, demais dias visitas agendadas pelo telefone 9196-4860
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INSTRUTURAS

São camadas de imagens que se desmoronam, em uma narrativa que busca uma integridade física, moral e espiritual do sujeito.
Baseado nas HQs, levei um ano meio nessa tentativa de (des)composição reflexiva e filosófica, sobre o que eu chamo de “unidade humana”.
As “Instruturas “ se retorcem na composição fotográfica de um olho fragmentado, criando formas, impressões digitais, que me traduzem.

B. Alves.

jardim botânico – aquarelas de laura castilhos

artista laura castilhos
visitação até o dia 27 de outubro de 2012



Jardim Botânico
aquarelas de Laura Castilhos

Conheço Laura Castilhos há um longo tempo. Fizemos nossa primeira individual ocupando os dois andares da arte&fato em 1984, quando a galeria iniciava em Porto Alegre. Seu trabalho já misturava os mais diversos materiais como papelões toscos ou engradados de madeira pintados. Em 1985 participou da exposição Oi tenta, que lançou inúmeros artistas aqui, e do Salão Nacional no MAM- Rio antes de partir para Europa em 1986, onde ficaria por cinco anos. Em 1987, realizamos nossa segunda individual em Madri, nas galerias da Casa do Brasil. Foi lá, dividindo atelier comigo, que Laura iniciou sua série de caixas, cavernas habitadas por objetos insólitos, utilizando, sobretudo, papier-mâché. Seu trabalho conserva, ainda hoje, a mesma vontade de experimentar, de descobrir fazendo.

O prazer de Laura sempre foi sua liberdade. Recusar-se a entrar num quadro, numa tendência. Essa filosofia impregna tudo o que faz.

Nas aquarelas atuais, mesmo que o motivo surja de suas caminhadas pelo Jardim Botânico de Porto Alegre, árvores e plantas se misturam a uma flora fantástica que não para de crescer no seu repertório gráfico. Foi com a aquarela que seus desenhos adquiririam leveza e, aos poucos, começaram a levitar.  E Laura nos convida agora a partilhar do frescor das folhas e do encanto das coisas mais simples.

Teresa Poester, setembro 2012
curadora

o paraíso fica bem perto do inferno

Artista Leandro Machado
Vistação até 4 de agosto de 2012


vídeo de marcelo monteiro

da minha janela vejo o mundo

Durante a exposição “Da minha janela vejo o mundo” Cláudia Sperb desenvolveu várias atividades e propostas convidando seus amigos para participar com xilogravuras e monotipias, performances musicais, rodas de poesia, projeção de filmes e vídeos, textos, intervenções, oficinas de xilogravura, papel machê, origami e desenhos na parede dos espaço expositivo do Jabutipê.  Os convidados de Cláudia foram: Banda Afoxetal, Barbara Benz, Bruno Oliveira, Carina Sehn, Carlos Urbim, Cristiane Ferronato, Eduardo Krug, Everton Moraes, Joana Kirst Adami, Luís Filipe Bueno, Marcelo Monteiro, Moacir Chotguis, Nina Blauth, Rafael Kenji, Rosane Morais, Samuel Ornelas, Seda, Thiago Esser e Antônio Augusto Bueno

da minha janela vejo o mundo

Artista

Cláudia Sperb

Data

26 de maio até 16 de junho de 2012
Da minha janela vejo o mundo
Para celebrar o nascimento do filho há 15 anos, Cláudia Sperb mostrou no Museu do Trabalho que “flores são estrelas do meu céu”. Flores celestes prometem flores futuras.
Ano passado, a artista recebeu convite do amigo Antonio Augusto Bueno, dono do ateliê e espaço expositivo Jabutipê, para uma mostra individual. Sentiu-se honrada. Convite afável e irrecusável. Desafio.
Começou a trabalhar, muito. Desde 2006, quando recebeu o primeiro prêmio Açorianos de reconhecimento em gravura, não se envolvia com o processo de expor obras recentes em mostra individual na capital gaúcha.
Flores renasceram. São o conjunto de vivências que levam a uma constatação: “Da minha janela vejo o mundo”. É o depoimento de quem ouviu uma florista da BR-116 dizer: “Uma casa sem flor é uma casa sem amor”. Essa frase se tornou motivação.
As xilogravuras têm dimensões que variam de 15cm x15cm a 30cmx160cm. Algumas são coloridas, graças ao período de residência que Cláudia fez com artistas do ateliê Piratininga/SP. Repetições, sobreposições.
Flores visíveis de janelas abertas no atelier em Morro Reuter para que, como confessa a artista, “todos possam ver mais flores nos jardins, nas casas, nos escritórios, nas escolas, nos hospitais, nos cemitérios…”                                                                                             Carlos Urbim
Da minha janela vejo o mundo
Em uma de minhas idas ao atelier de Cláudia Sperb – O Caminho das serpentes encantadas , no Morro Reuter – tive a sorte e o prazer de vê-la, numa tarde ensolarada, em frente ao seu pessegueiro repleto de frutas aveludadas, gritar empolgadíssima: “cada pêssego é um planeta !”
Com toda a certeza, quando entramos em contato com o universo de Cláudia, conhecemos outra realidade, com suas peculiares verdades, dúvidas e motivações que fazem de cada batida de seu coração um impulso para uma nova criação…
Cláudia é uma artista de verdade, que utilizando técnicas milenares como a xilogravura e o mosaico, num fazer artístico que, não se resumindo ao seu atelier ou ao espaço expositivo – e sim em cada instante de seu dia-a-dia – consegue deixar a vida mais repleta de fantasia.
Ter o privilégio de acompanhar Cláudia construindo detalhe por detalhe desta mostra, como quem constrói uma muralha oriental (que neste caso não separa ou aprisiona e sim nos une e nos liberta) me faz acreditar realmente que cada pêssego é um planeta… e, por essa janela aqui criada estamos tendo a experiência única de ver o mundo pelo olhar encantado de Cláudia Sperb.
                                                           Antônio Augusto Bueno, maio de 2012
 

 

gravetos armados

 

dia 17 de maio de 2012, às 19h dando prosseguimento ao projeto gravetos armados, antônio augusto bueno abre sua próxima exposição no porão do paço dos açorianos.

porão do paço dos açorianos – praça montevidéu n°10 | centro histórico de porto alegre