aroeira – exposição de felipe caldas

abertura: 12 de julho de 2014 | das 19h às 22h
visitação até o dia 02 de agosto aos sábados | das 15h às 19h

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tempo que se mostra

Exposição coletiva: Antônio Augusto Bueno, Eduardo Montelli, Laura Froes, Luís Filipe Bueno, Marlies Ritter e Simone Ribeiro
Abertura dia 29 de março de 2013 | das 19h às 22h
Visitação até o dia 19 de abril aos sábados | das 15h às 19h

E ontem, no entanto, as vinte e quatro horas diárias voltaram para trás.
O tempo foi suspenso e o sorriso, sem prestar satisfação, fez-se memória indestrutível. 
Luís Filipe Bueno

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um outro outono

um trabalho experimental de antônio augusto bueno

com participação de bebeto alves, eduardo montelli, luís filipe bueno e escola projeto

convite uoo

UM OUTRO OUTONO

Outono diante da imensidão do tempo cíclico que ao se despedir deixa sempre aberta a espera de  um retorno. Dos dias que gradualmente escurecem mais cedo pro despertar brumoso na manhã seguinte.  E nos meados da estação, eis que o quente se torna ameno e, como que de repente, frio! Meia-estação das latitudes acima ou abaixo dos Trópicos de Câncer e Capricórnio. E da minha infância das esquinas ventosas nos finais de tarde ao retornar para casa. Outono das primeiras semanas do ano letivo (também por isso persistente na lembrança) e do ano civil interrompendo os dias feriados do verão suspenso no fluxo do calendário que se supõe ativo. São as árvores que se despojam pouco a pouco de suas folhas enquanto nós nos certificamos se estamos de fato devidamente agasalhados pro tempo que faz lá fora. E qual tempo muda dentro da gente quando surge o outono? Outro outono, outros riscos, outras possibilidades… Metáfora em tom menor e tradicionalmente oposta ao apogeu anunciado da primavera aérea e multiflorida – como se no outono decerto não houvesse as multicores terrosas a nos fazer mirar pro chão sobre o qual equilibramos as plantas de nossos pés! Pés e folhas, chão e frente fria. Outonos passados como se eles se estendessem ao longo do ano todo. Pensando bem, talvez o outono seja a estação mais entranhada no modo como sinto a sazonalidade do tempo. Até porque o outono gaúcho acolhe todas as estações sem muita cerimônia. Não precisarei citar os veranicos de maio e as ventanias súbitas que bem poderiam ocorrer em meses outros além daquele que calhou de ser justamente o presente sob a marca múltipla do outono. Vejam bem: até poderia ser um outro mês, uma outra estação, um outro outono. A alteridade possível, no entanto, não me deixa desviar do fato irrecusável de que é sempre agora.  Um novo outono colocado defronte do espelho de todos aqueles outros outonos passados. Outro outono com gosto de novidade, criação, aventura e sorte. Sabedor já calejado das surpresas da morte e dos labirintos turvos do azar. Atento ao único tempo existente, o presente. Outono da folha seca de plátano  guardada no meu caderno escolar de folhas amarelecidas. Contudo, não são só os olhos de hoje lançados ao retrovisor. É também o convite da caminhada irrestrita com os pés descalços sobre o chão coberto de folhas. Pés, folhas. Chão e vida. Um outro outono chegou. Logo ali, mais outro se anuncia.

Luís Filipe Bueno Florianópolis, 15 de junho de 2013

litografias de homero lima

Cabeças – litografias de Homero Lima

abertura dia 20 de julho |sábado | das 19h às 22h
visitação até o dia 10 de agosto de 2013 |aos sábados das 15h às 19h
demais dias visitas agendadas (51) 9196-4860
jabutipê | rua fernando machado, 195
centro histórico de porto alegre

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“Instruthuras” de Bebeto Alves

Abre no sábado, dia 9 de março, às 19h a exposição “Instruthuras” de Bebeto Alves.
Visitação até o dia 6 de abril, aos sábados das 15h às 19h, demais dias visitas agendadas pelo telefone 9196-4860
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INSTRUTURAS

São camadas de imagens que se desmoronam, em uma narrativa que busca uma integridade física, moral e espiritual do sujeito.
Baseado nas HQs, levei um ano meio nessa tentativa de (des)composição reflexiva e filosófica, sobre o que eu chamo de “unidade humana”.
As “Instruturas “ se retorcem na composição fotográfica de um olho fragmentado, criando formas, impressões digitais, que me traduzem.

B. Alves.

jardim botânico – aquarelas de laura castilhos

artista laura castilhos
visitação até o dia 27 de outubro de 2012



Jardim Botânico
aquarelas de Laura Castilhos

Conheço Laura Castilhos há um longo tempo. Fizemos nossa primeira individual ocupando os dois andares da arte&fato em 1984, quando a galeria iniciava em Porto Alegre. Seu trabalho já misturava os mais diversos materiais como papelões toscos ou engradados de madeira pintados. Em 1985 participou da exposição Oi tenta, que lançou inúmeros artistas aqui, e do Salão Nacional no MAM- Rio antes de partir para Europa em 1986, onde ficaria por cinco anos. Em 1987, realizamos nossa segunda individual em Madri, nas galerias da Casa do Brasil. Foi lá, dividindo atelier comigo, que Laura iniciou sua série de caixas, cavernas habitadas por objetos insólitos, utilizando, sobretudo, papier-mâché. Seu trabalho conserva, ainda hoje, a mesma vontade de experimentar, de descobrir fazendo.

O prazer de Laura sempre foi sua liberdade. Recusar-se a entrar num quadro, numa tendência. Essa filosofia impregna tudo o que faz.

Nas aquarelas atuais, mesmo que o motivo surja de suas caminhadas pelo Jardim Botânico de Porto Alegre, árvores e plantas se misturam a uma flora fantástica que não para de crescer no seu repertório gráfico. Foi com a aquarela que seus desenhos adquiririam leveza e, aos poucos, começaram a levitar.  E Laura nos convida agora a partilhar do frescor das folhas e do encanto das coisas mais simples.

Teresa Poester, setembro 2012
curadora

o paraíso fica bem perto do inferno

Artista Leandro Machado
Vistação até 4 de agosto de 2012


vídeo de marcelo monteiro