da minha janela vejo o mundo

Artista

Cláudia Sperb

Data

26 de maio até 16 de junho de 2012
Da minha janela vejo o mundo
Para celebrar o nascimento do filho há 15 anos, Cláudia Sperb mostrou no Museu do Trabalho que “flores são estrelas do meu céu”. Flores celestes prometem flores futuras.
Ano passado, a artista recebeu convite do amigo Antonio Augusto Bueno, dono do ateliê e espaço expositivo Jabutipê, para uma mostra individual. Sentiu-se honrada. Convite afável e irrecusável. Desafio.
Começou a trabalhar, muito. Desde 2006, quando recebeu o primeiro prêmio Açorianos de reconhecimento em gravura, não se envolvia com o processo de expor obras recentes em mostra individual na capital gaúcha.
Flores renasceram. São o conjunto de vivências que levam a uma constatação: “Da minha janela vejo o mundo”. É o depoimento de quem ouviu uma florista da BR-116 dizer: “Uma casa sem flor é uma casa sem amor”. Essa frase se tornou motivação.
As xilogravuras têm dimensões que variam de 15cm x15cm a 30cmx160cm. Algumas são coloridas, graças ao período de residência que Cláudia fez com artistas do ateliê Piratininga/SP. Repetições, sobreposições.
Flores visíveis de janelas abertas no atelier em Morro Reuter para que, como confessa a artista, “todos possam ver mais flores nos jardins, nas casas, nos escritórios, nas escolas, nos hospitais, nos cemitérios…”                                                                                             Carlos Urbim
Da minha janela vejo o mundo
Em uma de minhas idas ao atelier de Cláudia Sperb – O Caminho das serpentes encantadas , no Morro Reuter – tive a sorte e o prazer de vê-la, numa tarde ensolarada, em frente ao seu pessegueiro repleto de frutas aveludadas, gritar empolgadíssima: “cada pêssego é um planeta !”
Com toda a certeza, quando entramos em contato com o universo de Cláudia, conhecemos outra realidade, com suas peculiares verdades, dúvidas e motivações que fazem de cada batida de seu coração um impulso para uma nova criação…
Cláudia é uma artista de verdade, que utilizando técnicas milenares como a xilogravura e o mosaico, num fazer artístico que, não se resumindo ao seu atelier ou ao espaço expositivo – e sim em cada instante de seu dia-a-dia – consegue deixar a vida mais repleta de fantasia.
Ter o privilégio de acompanhar Cláudia construindo detalhe por detalhe desta mostra, como quem constrói uma muralha oriental (que neste caso não separa ou aprisiona e sim nos une e nos liberta) me faz acreditar realmente que cada pêssego é um planeta… e, por essa janela aqui criada estamos tendo a experiência única de ver o mundo pelo olhar encantado de Cláudia Sperb.
                                                           Antônio Augusto Bueno, maio de 2012
 

 

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